Cuiaba - MT
Cuiabá - MT

Capital Cuiaba - MT                             
Area (Km²)   903 357,908
Números de Municípios 141
População estimada em 2010   3 033 991

Porto Real 1 - RJ Porto Real 2 - RJ Porto Real 3 - RJ Porto Real 4 - RJ

Porto Real - EJ

Porto Real - RJ                    Rio de Janeiro - RJ           
População 16 574
Porto Real é um município brasileiro do Estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º25'11" sul e a uma longitude 44º17'25" oeste, estando a uma altitude de 385 metros. A população recenseada em 2010 foi de 16.574 habitantes. Emancipou-se em 1995 de Resende. Ocupa uma área de 50,781 km². É reconhecida como a primeira colônia italiana no Brasil.

História

Em 1874 a senhora Clementina Tavernari, nativa de Concórdia de Módena, na Itália, foi a Itália, vinda do Brasil, para recrutar 50 famílias de lavradores no norte daquele país a fim de fundar, em Santa Catarina, um núcleo colonizador. Essa colônia teria o nome da Imperatriz Tereza Cristina. Seria o primeiro experimento de colonização italiana no Brasil.

Depois de inscritas as famílias para a viagem ao Brasil, o entrave era conseguir que algum órgão assumisse a responsabilidade em pagar - se fosse o caso - as despesas dessas famílias de regresso à pátria. Quem se responsabilizou - finalmente - já que a viagem estava se atrasando por essa razão - foi o Dr. Sterlih, um deputado italiano. Dessa forma foram concedidos os passaportes à famílias de Módena, Mântova, Ferrara, Parma e Reggio.

Embarcaram no navio "Anna Pizzono", dia 22 de Dezembro de 1874, que havia sido um navio da marinha mercante americana, do qual tiraram as máquinas, transformando-o num navio com 4 velas. Dessa forma o navio dependia de ventos o que, por vezes, alongou a viagem. O relato do Sr. Secchi cobre toda a viagem, os enjoos de praticamente todos os passageiros, tempestades no mar, brincadeiras de batismo de passagem da linha do Equador, sobre as quais todos tinham as mais estranhas ideias, e infelizmente - algumas doenças à bordo que resultaram - poucas - em mortes.

Chegaram na cidade do Rio de Janeiro dia 16 de Fevereiro de 1875. Grassava a febre amarela no Brasil, e por essa razão os imigrantes ficaram na hospedaria de onde embarcaram no dia 19, de trem, diretamente para Porto Real. O Sr. Secchi se tornaria professor primário para os filhos dos colonos italianos, os quais foram acomodados em vários quartinhos erguidos à beira de um grande pátio. Receberam alimentos para sua sobrevivência e um pequeno salário durante 3 meses. Tinham um médico para atendê-los, que era o médico do pessoal da ferrovia de Barra do Piraí.

Ele conta que encontraram assentadas uma grande família suíça, duas famílias portuguesas das ilhas, uma espanhola e uma alemã. A senhora Malavazi ia ao Rio de Janeiro - às vezes - tratar com a Imperatriz sobre a transferência para Santa Catarina, o que o governo acabou por vetar devido a incidência daquela febre, a qual, acabou por vitimar aquela senhora.

Os colonos logo procuraram o Sr. Sechi dizendo que preferiam ficar em Porto Real e não ir mais para Santa Catarina. Argumentaram sobre as boas condições climáticas, o fato de ser perto da estação ferroviária e as boas relações com os outros colonos.

O Ministro da Agricultura e a Imperatriz foram consultados e logo mandaram engenheiros para subdividir em lotes de 10 hectares as melhores terras ainda não desmatadas. Os colonos começaram a trabalhar em seus lotes plantando cana de açúcar, à espera de que o governo ou uma empresa privada montasse um engenho para a produção de açúcar. Os engenheiros vieram do Rio para implantar engenho para a destilação do aguardente, quase no momento de perder a colheita por falta de local para seu processamento.

Porto Real, por ser próxima da capital era visitada por ministros e embaixadores estrangeiros. Dom Pedro II, quando da sua visita, foi recebido com grande festa pelos colonos. O contato entre os colonos e o Imperador foi bem próximo a ponto deste questioná-los se estavam satisfeitos e sendo bem tratados.

Nessa época foi formada uma companhia no Rio de Janeiro com o nome de "Paile Fine & Companhia" para a exploração de mandioca e batata-doce da qual tiravam um conhaque que estava bem cotado no comércio. Porém não havia grandes plantações, em Porto Real, desses produtos, tendo por outro lado grandes canaviais, aumentou-se então a construção que estava à margem direita do rio Paraíba do Sul, transformando-a para produção de açúcar, com o nome de Engenho Central de Porto Real.

História Pós 2ª guerra mundial

Em 1946, ouve em Porto Real o ínico da construção de um viaduto chamado Bulhões uma ponte em arco que cruzava a estrada Bulhões-Resende e chamou se Viaduto Bulhões por homenagem ao múnicipio que teve esse nome até 5 de novembro de 1995. Em 1951, Porto Real recebeu a inauguração do Viaduto Bulhões em 19 de janeiro de 1951. E os homenagiados na inaguração foi o Eurico Gaspar Dutra e o prefeito do múnicipio. Por conta de uma reforma na ponte que estava com a estrutura comprometida, a "Ponte dos arcos" como era chamada foi implodida no dia 7 de Fevereiro de 2010. O trabalho foi de responsabilidade da NovaDutra e contou com o apoio da Defesa Civil, Polícia militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e da Guarda Municipal de Porto Real.

Economia

Em fevereiro de 2001 foi inaugurada em Porto Real a primeira fábrica nacional da montadora PSA Peugeot Citroën. Com capacidade para produzir até 100 mil veículos por ano e gerando mais de 2.500 empregos na região, o parque industrial montado em Porto Real, envolveu um investimento de aproximadamente um bilhão de dólares. Em pouco tempo a região se tornou um importante polo automotivo.

Foi anunciada para o ano de 2007 a implantação do terceiro turno na linha de montagem. Em decorrência, o quadro de colaboradores diretos cresceu 28%, somando um total de 3.170 funcionários. A meta desejada é a produção de 27 unidades/hora, em função de melhorias nos métodos de manufatura e investimento na capacitação e treinamento dos funcionários.

Possui uma agência dos Correios (AC Porto Real) e uma agência dos correios comunitária (AGC Bulhões)

Agências bancárias: Banco do Brasil, ABN Real, Bradesco.

Principais indústrias: Coca-Cola (Companhia Fluminense de Refrigerantes), PSA Peugeot Citroën, Guardian do Brasil, Galvasud, Faurencia.