Belém do Pará - PA
Belém do Pará - PA

Capital Belém do Pará - PA                             
Area (Km²)   1 247 689,515
Números de Municípios 143
População estimada em 2010         7 588 078

Santa Luzia 1 - MA Santa Luzia 2 - MA Santa Luzia 3 - MA Santa Luzia 4 - MA

Santa Luzia - MA

Santa Luzia - MA                             Maranhão - MA                                 
População 69.392
Santa Luzia é um município brasileiro do estado do Maranhão.

Localiza-se a uma latitude 03º57'48" sul e a uma longitude 45º39'30" oeste, estando a uma altitude de 60 metros.

Histórico

Em 1949, João Vieira dos Santos, também conhecido por João Vaqueiro, e outros chegaram a Pau Santo. Rechaçados pêlos índios guajajaras, deslocaram-se para o lugarejo Batatal, sendo acolhidos pelo cacique capitão João Francisco de Almeida Batatal, recebendo terras para cultivar. Nesse mesmo ano, o cacique Batatal mudou-se para Porto dos Índios, vendendo a João Vaqueiro parte das terras do lugarejo. A localidade que surgia foi denominada Santa Luzia por João Vaqueiro, segundo ele, em virtude da imagem da Santa que levava consigo. Em 1952, com a chegada do agricultor Manoel Rodrigues Chaves, compadre de João Vaqueiro, a lavoura se expandiu, atraindo levas de imigrantes. Gentílico: santa-luziense Formação Administrativa Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Santa Luzia, pela lei estadual nº 1908, de 17-12-1959, desmembrado de Pindaré Mirim. Sede no atual distrito de Santa Luzia ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 26-03-1961. Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Agricultura

Santa Luzia está baseada na agricultura de subsistência com o cultivo de arroz, milho, mandioca, feijão, abóbora, fava em roças que variam de 1 a 3ha, caracterizada por uma agricultura itinerante, constituindo capoeiras que cada ano reduz o período de pousio. A tecnologia empregada é a tradicional, com processo de queima, plantio consorciado e em sequeiro, não utilização de corretivos do solo, adubação e tratos fitossanitários. É utilizado calcário em corretivo de solo, adubação química e tratos fitossanitários, tendo como resultado a megaprodutividade.

Pecuária

O sistema de criação dos rebanhos caracteriza-se pelo pastoreio extensivo, sem técnicas de manejo mais eficiente que aumente os índices de produtividade. A troca de pasto é feita com os animais agrupados, mas sem nenhuma organização de piquetes. Os cruzamentos e os melhoramentos das raças não são planejados. Parte dos criadores adotam a mineralização, a vermifugação e vacinação contra febre aftosa e brucelose e carbúnculo sintomático do rebanho bovino. O rebanho bovino é destinado para venda de bezerros, para a produção de carne e leite, que apresenta uma produtividade média de três litros/leite/dia.

Clima

Quanto ao clima do município predomina o quente e úmido do tipo equatorial, com temperatura anual por volta de 26°C, com variação térmica cerca de 2°C. Como em todo o Estado do Maranhão, o município não tem as estações do ano definidas sendo destacado apenas o período chuvoso de janeiro a maio sendo que os maiores índices pluviométricos ocorrem de fevereiro a maio. A precipitação pluviométrica anual é de cerca de 1600 mm. No entanto, observa-se que nos meses de maior precipitação ocorrem excedentes hídricos com totais em torno de 400 a 500 mm. Os meses compreendidos entre dezembro e julho correspondem o período de maior escassez de chuvas. A área ribeirinha destaca-se por apresentar alto índice de precipitação no período chuvoso o que confere ao rio período de maior vazão (LEIA HOJE, 2000, p. 61). Com relação ao clima, constata-se a necessidade de um estudo apurado para atualização dos dados. No que se refere ao período chuvoso, observa-se que, nos últimos anos, tem acontecido uma significativa variedade; há anos que as chuvas freqüentes começam ainda no mês de novembro e, em outros, como o ano de 2003, iniciaram-se apenas no final do mês de fevereiro. Dentre as possíveis causas pode-se citar o significante desmatamento que tem ocorrido no município.

Vegetação

Santa Luzia é considerada um portão da Amazônia, no entanto devido o acentuado nível de desmatamento, atualmente tal denominação parece inadequada. Algumas espécies florestais como Angelim, Maçaranduba, Cumaru, Cedro, Jatobá, Sapucaia, Angico, Faveira e Copaíba, entre outras, estão em risco de extinção descaracterizando da área da floresta original que, com a derrubada para a formação das pastagens, lavouras e atividades madeireiras deu lugar a vegetação secundária, formada por capoeirões associados a babaçuais. Existem ainda em algumas áreas com a presença de florestas, cerrados e mata dos cocais bastante comprometidas merecendo uma atuação mais efetiva do IBAMA e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O relevo do município é constituído por áreas bastante acidentadas e declivosas, com presença de morros, chapadas e planícies, sendo que predominam os morros ou seja pequenos platôs. A ocupação das áreas com maior declividade, devido á ausência de um plano diretor, resultou em significativo impacto ambiental acelerando os processos erosivos nessas áreas.

Educação

Na cidade existem escolas particulares e públicas da rede municipal e estadual. Em muitos bairros existem creches e escolas do ensino fundamental. Também é possível encontrar na zona urbana escolas onde funcionam polos de universidades e escolas técnicas. Mesmo tendo pré-vestibular e polos de faculdades particulares na cidade, muitos pais de estudantes optam por matricularem os filhos em redes de ensino da cidade de Santa Inês e São Luís.

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